Referendo de Berlim: centro da cidade sem carros ao seu alcance!

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Um referendo em Berlim poderia reduzir drasticamente o tráfego automóvel no centro da cidade. Uma decisão do Tribunal Constitucional permite agora o próximo passo.

Ein Volksentscheid in Berlin könnte den Autoverkehr in der Innenstadt drastisch reduzieren. Ein Urteil des Verfassungsgerichtshofs ermöglicht nun den nächsten Schritt.
Um referendo em Berlim poderia reduzir drasticamente o tráfego automóvel no centro da cidade. Uma decisão do Tribunal Constitucional permite agora o próximo passo.

Referendo de Berlim: centro da cidade sem carros ao seu alcance!

O Tribunal Constitucional de Berlim decidiu na manhã de quarta-feira: O referendo “Berlim sem carros” é permitido. Esta iniciativa pretende reduzir drasticamente o tráfego de automóveis particulares dentro do anel S-Bahn. O objetivo é limitar o uso de carros particulares a apenas doze dias por ano no centro da cidade. Isto poderá em breve criar um padrão de tráfego completamente novo na capital rbb24 relatado.

Os criadores da iniciativa, que se autodenominam “referendo sem carros em Berlim”, consideram a decisão do tribunal um passo importante. Eles estão convencidos de que isso tornará a cidade mais habitável. Marie Wagner, da iniciativa, enfatizou que o referendo foi necessário porque há anos o Senado não mostra mudanças significativas na política de transportes. Segundo ela, o referendo foi iniciado porque os cidadãos finalmente quiseram dar uma orientação clara às suas preocupações. O Senado, por outro lado, manifestou preocupação e considera os planos constitucionalmente problemáticos, pois poderiam representar uma forte usurpação dos poderes do governo federal. notícias diárias relatado.

Os detalhes do referendo

Após a decisão judicial, a iniciativa pode agora tomar as medidas necessárias para concretizar o referendo. Para mobilizar os cidadãos elegíveis para votar, pelo menos sete por cento dos elegíveis para votar - o que corresponde a cerca de 170 mil pessoas - devem registar-se nas listas no prazo de quatro meses. Se isto for bem sucedido, seguir-se-á um referendo, que decorrerá como uma eleição normal. Os novos regulamentos entrarão em vigor após um período de transição de quatro anos. As ruas classificadas como “auto-reduzidas” permanecem acessíveis a autocarros, serviços de emergência, entregas e tráfego comercial, bem como à recolha de lixo, enquanto os particulares são severamente restringidos.

Os números do tráfego são agora alarmantes: o governo federal estabeleceu como objectivo reduzir as emissões de gases com efeito de estufa no sector dos transportes de 146 milhões de toneladas para 85 milhões de toneladas até 2030. A neutralidade dos gases com efeito de estufa deverá mesmo ser alcançada até 2045. Estes ambiciosos objectivos políticos não exigem apenas progresso tecnológico - exigem também uma repensação do comportamento da mobilidade Agência Federal do Meio Ambiente determina.

Proteção ambiental em foco

A mobilidade dos cidadãos desempenha um papel crucial na participação, no intercâmbio económico e na prosperidade. Ao mesmo tempo, porém, as actuais estruturas de transporte conduzem a uma poluição ambiental considerável. O transporte motorizado na Alemanha causa cerca de um quinto do total de emissões de gases com efeito de estufa. Com a redução prevista do trânsito automóvel no centro da cidade, a iniciativa pretende não só aumentar a qualidade de vida, mas também contribuir para a protecção do ambiente.

Pesquisadores de mobilidade como Andreas Knie também comentaram positivamente sobre os objetivos do referendo, mas criticam a regulamentação burocrática das viagens gratuitas. No entanto, vozes críticas também vêm da política: Johannes Kraft, da CDU, descreve as exigências como “demasiado alcance” e questiona a viabilidade dos controlos.

Uma celebração com DJ apresentada por activistas da iniciativa pretende sensibilizar ainda mais para o tema. Outros desenvolvimentos continuam a ser estimulantes, porque o desafio de reduzir o congestionamento do tráfego numa grande cidade como Berlim está em jogo não só para o futuro da vida urbana, mas também para a consecução dos objectivos climáticos.