Anja Kling avisa: Os aluguéis em Berlim estão fora de controle – o futuro da procura de apartamentos está em perigo!
Potsdam-Mittelmark: Anja Kling descreve o aumento dos preços dos aluguéis em Berlim e sua própria situação de vida em Wilhelmshorst.

Anja Kling avisa: Os aluguéis em Berlim estão fora de controle – o futuro da procura de apartamentos está em perigo!
O que está a acontecer em Berlim no que diz respeito à situação habitacional? A atriz Anja Kling expressou recentemente sua preocupação com o aumento dos preços dos aluguéis na capital. Depois de mais de uma década em Berlim, ela deixou a cidade e agora mora em Wilhelmshorst, distrito de Potsdam-Mittelmark. Kling descreve a situação da habitação em Berlim como já não acessível e sublinha que muitas pessoas que procuram habitação têm enormes dificuldades em encontrar espaço para viver a preços acessíveis. “As rendas de apartamentos de um quarto começam frequentemente em torno dos 1.000 euros”, relata. Ela não é a única a chamar a atenção para os problemas: sabe-se que o aumento dos preços dos aluguéis é negativo em todo o país.
A situação tensa no mercado imobiliário em Berlim precisa de ser examinada mais de perto. Como afirma stadtentwicklung.berlin.de, o índice de aluguéis mostra uma base que oferece tanto aos inquilinos quanto aos proprietários uma orientação sobre os preços habituais de aluguel locais. O índice de rendas baseia-se num inquérito representativo e indica a renda comparativa local em euros por metro quadrado. Apesar destas ferramentas, cada vez mais pessoas sentem que as opções acessíveis são poucas e raras quando procuram casas de preço baixo e médio.
Pressão crescente sobre os inquilinos
Outro ponto abordado por Anja Kling é que muitos jovens ficam com os pais em vez de procurarem eles próprios um apartamento. “Como meus filhos encontrarão moradia no futuro?” ela pergunta preocupada. in-berlin-brandenburg.com também esclarece este tópico: As famílias com autorização de residência são particularmente afetadas, pois muitas vezes também têm de lutar com a pressão do deslocamento. As famílias elegíveis com recursos financeiros limitados sentem a desigualdade social em áreas residenciais modernas, como Prenzlauer Berg e Friedrichshain-Kreuzberg.
Mas o que está acontecendo no mercado? Bank Berlin Hyp AG e CBRE deixaram claro num relatório sobre o mercado residencial que a renda líquida média em Berlim está a subir para 13,60 euros por metro quadrado. Este é um aumento de mais de 18% em comparação com o ano anterior. Em média, por 1.000 euros só se consegue um apartamento com 75 metros quadrados, menos sete metros quadrados do que há dois anos. Isto também é evidente nos quartos partilhados, que custam em média cerca de 650 euros - simplesmente inacessíveis para muitos estudantes.
Políticas e desafios
O problema habitacional de Berlim não passou despercebido e o Senado tomou várias medidas para resolver a escassez de habitação. Estas incluem a introdução de controlos de rendas, a promoção da habitação social e regulamentações mais rigorosas para investidores imobiliários. Mas até agora não houve sucesso: 20.000 novos apartamentos serão construídos todos os anos, mas o número de obras concluídas tende a diminuir. Os procedimentos de licença de construção são morosos, as flutuações de custos e as dificuldades de entrega não facilitam a situação.
Os grupos de construção apelam a uma aceleração do processo de aprovação e a decisões políticas fiáveis, a fim de realmente neutralizar a crise imobiliária. O objectivo não deve ser apenas oferecer a todos um tecto sobre as suas cabeças, mas também reforçar a coesão social na cidade. Soluções inovadoras, como a construção modular e a utilização de materiais de construção sustentáveis, poderão mostrar um futuro em que a habitação se tornará novamente acessível.