Voltar ao serviço militar obrigatório? A União está a preparar a Alemanha para novos tempos!

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Jens Spahn pede estrutura para o retorno do recrutamento na Alemanha. A maioria apoia novas medidas para fortalecer a Bundeswehr.

Jens Spahn fordert Struktur für Wehrpflicht-Rückkehr in Deutschland. Mehrheit befürwortet neue Maßnahmen zur Bundeswehr-Stärkung.
Jens Spahn pede estrutura para o retorno do recrutamento na Alemanha. A maioria apoia novas medidas para fortalecer a Bundeswehr.

Voltar ao serviço militar obrigatório? A União está a preparar a Alemanha para novos tempos!

Na Alemanha, a discussão sobre a reintrodução do serviço militar obrigatório está a tornar-se cada vez mais intensa. Jens Spahn, o líder do grupo parlamentar da União, exigiu recentemente que a Bundeswehr se preparasse para um possível regresso ao serviço militar obrigatório. É de opinião que a capacidade de defesa da República Federal exige mudanças estruturais. De acordo com o [BR](https://www.br.de/nachrichten/deutschland-welt/union-will-deutschland-auf-wehrpflicht-vor preparen,Uo4CoFe), até 60.000 soldados adicionais poderiam ser necessários para isso.

A necessidade de recrutamento é particularmente notável para atingir um número crítico de tropas. Ao pensar neste sentido, Spahn refere-se explicitamente aos homens, uma vez que o antigo recrutamento só se aplicava a eles - circunstância que está ancorada na Lei Básica. No entanto, também se discute a possibilidade de alargar o serviço militar obrigatório às mulheres, o que é apoiado por Annegret Kramp-Karrenbauer (CDU). O seu argumento baseia-se na tomada em consideração das alterações demográficas e do declínio associado nas taxas de natalidade.

Opinião pública e apoio político

Curiosamente, de acordo com um inquérito recente da ARD-DeutschlandTrend, 72 por cento da população apoia a reintrodução do serviço militar ou comunitário, e muitos também consideram sensata a inclusão das mulheres. No entanto, as opiniões sobre o serviço militar obrigatório variam entre os sectores da população. 58 por cento dos alemães apoiam o serviço militar obrigatório, mas entre os jovens dos 18 aos 29 anos apenas 39 por cento são a favor dele Spiegel.

O cenário político na Alemanha mostra um quadro semelhante: a presidente do Bundestag, Julia Klöckner, e outros na União apoiam a ideia de serviço público. Ao mesmo tempo, o ministro da Defesa, Boris Pistorius (SPD), anunciou a perspectiva de examinar uma reforma do serviço militar, a fim de preparar um projecto de lei para a sua reintrodução. Espera-se que este projeto de lei inclua um modelo de duas fases que se baseia primeiro no serviço voluntário e poderá incluir uma votação posterior sobre o regresso ao recrutamento se os objetivos não forem alcançados.

Perspectivas e desafios

O actual debate sobre o serviço militar obrigatório tem as suas origens na alteração do quadro da política de segurança, especialmente desde o ataque da Rússia à Ucrânia em 2022. Tal como relata o Tagesschau, as partes estão agora em negociações de coligação para esclarecer a futura forma de serviço militar obrigatório. Está também a ser considerada a introdução de uma quota de serviço militar obrigatório.

No entanto, também existem vozes críticas de diversas áreas, incluindo associações de jovens da igreja. O Comissário das Forças Armadas, Henning Otte, não considera que o regresso ao recrutamento tradicional faça muito sentido e defende uma formação gradual do pessoal necessário. A Bundeswehr carece atualmente de cerca de 100.000 soldados, o que põe em risco a sua prontidão operacional. A União sugere um ano de serviço obrigatório para todos, tanto homens como mulheres, enquanto o SPD pretende introduzir um novo serviço militar numa base voluntária.

Finalmente, deve notar-se que a discussão sobre o serviço militar obrigatório na Alemanha tem implicações sociais e políticas de longo alcance. Resta saber que decisões serão tomadas nos próximos meses e se o recrutamento será realmente reintroduzido de alguma forma.