Caminhada para Maja T.: Pai exige liberdade e condições dignas de prisão!

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Wolfram Jarosch muda-se de Jena para Berlim para lutar pela libertação de sua filha Maja T. da prisão húngara.

Wolfram Jarosch wandert von Jena nach Berlin, um für die Freilassung seiner Tochter Maja T. aus ungarischer Haft zu kämpfen.
Wolfram Jarosch muda-se de Jena para Berlim para lutar pela libertação de sua filha Maja T. da prisão húngara.

Caminhada para Maja T.: Pai exige liberdade e condições dignas de prisão!

Wolfram Jarosch embarcou numa caminhada notável: está a caminhar de Jena a Berlim - uma distância de mais de 300 quilómetros que pretende completar em pouco mais de uma semana. Ele está atualmente no palco de Bitterfeld a Wittenberg, sob opressivos 34 graus na sombra. Mas para Jarosch a viagem não é apenas um evento desportivo, mas um apelo emocional. Seu objetivo é conscientizar os políticos alemães sobre a dramática situação de sua filha Maja T..

Maja T. é uma pessoa não binária que está presa na Hungria desde fevereiro de 2023 e está em greve de fome há um mês. Ela está atualmente em um hospital de detenção e já perdeu mais de 12 quilos. Segundo o seu pai, a sua saúde e estado geral sofrem significativamente com as condições de confinamento solitário, que são criticadas como desumanas por numerosas organizações de direitos humanos. Jarosch relata que Maja mora em uma cela infestada de percevejos e baratas e quase não recebe luz do dia.

Um apelo ao governo federal

Jarosch exige que o Ministro das Relações Exteriores e o Chanceler tragam Maja para a Alemanha para levá-la ao tribunal. “As condições prisionais na Hungria são intoleráveis. Elas violam os direitos humanos básicos”, disse Jarosch. O Tribunal Constitucional Federal já decidiu que a extradição da sua filha para a Hungria é ilegal. Isto foi determinado com base no artigo 4.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, uma vez que não respeita normas importantes em matéria de direitos humanos.

Está em curso um processo penal em Budapeste contra Maja T. por um alegado ataque a participantes numa marcha de extremista direita, que resultou em feridos graves. Até o momento ela não comentou as acusações. O advogado alemão Sven Richwin, que a defende, critica a situação jurídica na Hungria e queixa-se de que os princípios básicos de um julgamento justo não estão a ser observados. O juiz é considerado tendencioso e o princípio do imediatismo, importante no processo penal alemão, não se aplica.

Dimensão internacional da entrega

A extradição de Maja T. não é apenas uma questão nacional. Noutros países europeus, como França e Itália, as extradições para a Hungria foram interrompidas por razões semelhantes, acreditando-se que os direitos humanos poderiam ser violados naqueles países. O caso de Zaid A., cidadão sírio, também é relevante neste país. Poderá também ser extraditado para a Hungria, enquanto o Tribunal de Recurso de Berlim suspendeu o mandado de detenção contra ele, apesar do processo de extradição em curso.

Jarosch vê a rápida extradição da sua filha como possivelmente um esforço coordenado para contornar a jurisdição do Tribunal Constitucional Federal. “É surpreendente que outros países se tenham recusado a transferir casos semelhantes para a Hungria, enquanto Maja foi extraditada sem cerimónia”, diz ele.

À medida que Wolfram Jarosch completa os últimos quilómetros da sua caminhada, permanece a esperança de que a pressão a nível político e o destino de outras pessoas afetadas sejam ouvidos. Os próximos dias e o público poderão ser decisivos para determinar se Maja T. recebe o apoio de que necessita urgentemente.

Para mais informações sobre este tema, os relatórios do corrente final, tagesschau.de e BRak.de ser consultado.