Escândalo de racismo em Munique de 1860: barulhos de macacos contra jogadores de Cottbus!
Durante um jogo entre TSV 1860 Munique e FC Energie Cottbus em 3 de novembro de 2025, insultos racistas foram dirigidos ao jogador Justin Butler.

Escândalo de racismo em Munique de 1860: barulhos de macacos contra jogadores de Cottbus!
Um incidente assustador ofuscou o jogo entre TSV 1860 Munique e FC Energie Cottbus em 3 de novembro de 2025 no estádio de Munique. O jogo foi caracterizado pela emoção esportiva, já que o 1860 conseguiu uma vantagem de 2 a 0 graças a dois gols de Thore Jacobsen no segundo tempo. Mas então ocorreu um incidente escandaloso: aos 72 minutos, o jogador do Cottbus, Justin Butler, foi insultado pelos torcedores com comentários racistas e barulhos de macaco. Butler, que é descendente de alemães e americanos, enfrentou discriminação seletiva – um exemplo chocante do problema contínuo do racismo nos esportes. Isto também confirma que o racismo, uma forma de exclusão que emergiu como uma ideologia racial no início do século XX, continua a existir em muitas áreas da vida hoje, apesar da condenação universal pelas Nações Unidas após a Segunda Guerra Mundial.
O incidente levou à suspensão imediata do jogo. A equipe de Cottbus recuou, frustrada, enquanto as discussões entre as duas equipes começavam. O porta-voz do estádio pediu desculpas publicamente a Butler em nome do TSV 1860 Munique e garantiu que tais incidentes não seriam tolerados. Para se posicionar contra o racismo, o técnico do Cottbus, Pele Wollitz, ofereceu o cancelamento do jogo. Ele deixou claro que o clube e os jogadores não podem ser responsabilizados pelo comportamento do torcedor e que rejeitam veementemente tais declarações discriminatórias.
A continuação do jogo
O jogo recomeçou após cerca de dez minutos. Apesar destes graves incidentes, os Leões mostraram a sua força e marcaram mais um golo. No final, o 1860 Munique venceu o jogo aos dez minutos de acréscimo, o que, no entanto, colocou as conquistas esportivas em segundo plano. Isto realça a dificuldade de abordar claramente o racismo no desporto e de preservar a imagem dos clubes – um tema que deve ser abordado continuamente.
O racismo manifesta-se não apenas nos preconceitos individuais, mas também na discriminação estrutural e institucional. Fenómenos complexos como estes exigem uma repensação do desporto e da sociedade, a fim de promover a igualdade e combater ativamente o racismo. Além das disputas desportivas, a questão da responsabilidade dos clubes e dos seus adeptos e de como podem contrariar tais tendências está a tornar-se mais evidente.
Neste contexto, numerosas vozes, não só da política, mas também do próprio desporto, apelam a uma posição clara contra o racismo e a dar às pessoas afetadas o apoio de que necessitam. Tanto Justin Butler como muitos outros intervenientes de vários países de origem são repetidamente o foco deste problema transfronteiriço. É de se perguntar quantos incidentes mais serão necessários para provocar mudanças duradouras.
Em última análise, só podemos esperar que incidentes como este não só causem indignação a curto prazo, mas também sirvam como uma oportunidade para reflexão a longo prazo. Porque juntos devemos todos tomar uma posição contra o racismo – por uma sociedade viva e respeitosa.