Frustração dos cidadãos: a política e as pessoas estão a afastar-se!
Em Ludwigslust-Parchim, a discussão política sobre a participação dos cidadãos e a comunicação entre políticos e cidadãos está a tornar-se cada vez mais relevante.

Frustração dos cidadãos: a política e as pessoas estão a afastar-se!
Numa época em que a distância entre os cidadãos e os políticos está a aumentar, a necessidade de uma comunicação compreensível e de uma participação activa dos cidadãos torna-se cada vez mais importante. É assim que ele descreve Correio do Norte o fosso crescente entre as pessoas e a tomada de decisões políticas. Os problemas são claramente evidentes no actual debate no conselho distrital de Ludwigslust-Parchim, onde os cidadãos são autorizados a participar em reuniões públicas, mas não podem fazer perguntas sobre tópicos que já estão na ordem do dia. Este regulamento, introduzido pelos responsáveis para proteger a independência dos políticos locais, é muitas vezes considerado incompreensível e frustrante.
A falta de compreensão dos cidadãos está a aumentar, especialmente quando se trata de questões complexas como a construção de turbinas eólicas. Embora os cidadãos tenham a oportunidade de fazer perguntas ao abrigo da constituição local, a oportunidade é-lhes negada se as suas preocupações já estiverem na agenda. Esta situação conduz a uma perda de confiança na política, que é ainda reforçada por disputas internas e exemplos políticos. Um político foi criticado por se envolver em questões de bem-estar animal enquanto visitava jardins zoológicos, destacando uma incompatibilidade entre o interesse público e a acção política.
Participação cidadã como oportunidade
A participação dos cidadãos é agora vista como uma chave para melhorar a compreensão política. O bpb sublinha que esta forma de participação é levada a sério em muitas regiões, especialmente na Renânia-Palatinado. Aí, os cidadãos foram envolvidos na reforma local e administrativa numa fase inicial, a fim de desenvolverem conjuntamente futuras estruturas políticas. O parlamento estadual da Renânia-Palatinado decidiu em 2008 envolver os cidadãos num processo em duas fases. Isto mostra como é importante integrar as opiniões dos cidadãos nos processos de reforma e vê-los não apenas como seguidores, mas como co-criadores.
Os sucessos desta iniciativa são consideráveis: muitas ideias e sugestões foram recolhidas dos cidadãos nas conferências regionais e nos congressos de cidadãos. O resultado destes esforços foi registado num “relatório de cidadão”. Mais de 80% dos cidadãos inquiridos apoiam a participação cidadã e 60% estão informados sobre a reforma – um sinal do interesse crescente da população na participação política.
Reforçar o diálogo na Europa
Um intercâmbio semelhante também ocorre a nível europeu. O Fundação Bertelsmann iniciou um evento em Bruxelas intitulado “Um novo capítulo para a democracia participativa: Preparando o caminho para o futuro”. O objetivo deste evento era reforçar a democracia na UE e envolver ativamente os cidadãos no processo político. Políticos de diferentes regiões europeias discutiram os desafios e a importância de tornar a política mais compreensível e acessível.
Estas discussões não só ilustram a necessidade de um repensar político no que diz respeito à comunicação com os cidadãos, mas também que o diálogo entre políticos e cidadãos deve ser promovido de forma mais intensa. A multiplicidade de exemplos descritos mostra que é hora de encontrar novas formas de comunicação. Ao ouvir os cidadãos e levá-los a sério, a confiança na política pode ser reforçada a longo prazo.