Tribunal polonês bloqueia extradição no escândalo Nord Stream!
Tribunal polonês rejeita extradição do suspeito Volodymyr Zhuravlev no caso Nord Stream. As investigações continuam.

Tribunal polonês bloqueia extradição no escândalo Nord Stream!
O caso turbulento em torno da explosão dos gasodutos Nord Stream continua no foco da mídia internacional. Volodymyr Zhuravlev, um ucraniano de 46 anos que vive na Polónia, falou recentemente sobre as acusações contra ele. Numa entrevista televisiva, ele deixou claro: “Não cometi nenhum crime na Alemanha e não explodi o Nord Stream”. Zhuravlev, procurado pelos procuradores federais em conexão com a explosão do gasoduto, foi preso na Polónia no final de Setembro, mas um tribunal polaco recusou-se a extraditá-lo para a Alemanha porque as provas apresentadas foram consideradas insuficientes. Segundo a NDR, o juiz queixou-se de que as informações provenientes da Alemanha eram demasiado genéricas para justificar a extradição.
A decisão do tribunal de Varsóvia foi apoiada pelo primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, que vê a absolvição de Zhuravlev como positiva. Ele não vê a demolição como um problema central, mas antes aborda as controvérsias em torno da construção do gasoduto Nord Stream 2. As investigações sobre as explosões que ocorreram em Setembro de 2022 ainda são um tema muito debatido, e os especialistas estão agora a fazer uma avaliação crítica intercalar das investigações em curso, como relata Tagesschau.
O pano de fundo da sabotagem do Nord Stream
Os gasodutos Nord Stream, que transportam gás natural da Rússia para a Alemanha, foram gravemente danificados por uma série de explosões em 26 de setembro de 2022. Estes incidentes levaram a vários derrames em águas internacionais, monitorizados pelas autoridades dinamarquesas e suecas. Os gasodutos não estavam em funcionamento nesta altura devido à escalada da situação em torno da Ucrânia e às paragens de gás associadas. Mas as explosões provocaram debates acalorados sobre a responsabilidade e os antecedentes. No contexto destes acontecimentos, Zhuravlev é acusado de plantar dispositivos explosivos nos oleodutos, enquanto os procuradores federais o acusam de cometer “sabotagem inconstitucional”. De acordo com a Wikipedia, o Ministério Público alemão enfatizou repetidamente a intenção de apresentar provas de um esquadrão de sabotagem ucraniano.
Os recentes desenvolvimentos no caso Zhuravlev não são isolados; Outro suspeito também foi preso na Itália. Ele escapou pela primeira vez depois que um mandado de prisão foi emitido contra ele. Curiosamente, um tribunal italiano iniciou a extradição do suspeito, mas a decisão também foi interrompida aqui. As controvérsias em torno das investigações levantam uma série de questões e os especialistas criticam cada vez mais os procedimentos judiciais em vários países europeus no que diz respeito a estas graves alegações.
As implicações geopolíticas
As alegadas explosões dos oleodutos também têm consequências políticas e económicas. O historiador Stefan Creuzberger já alerta para uma possível divisão entre a Alemanha e os seus vizinhos orientais. A tensão nas relações entre os países envolvidos é notável e alguns especialistas, como Andreas Umland, pedem mesmo a suspensão da investigação. Na sua opinião, o foco deveria estar no impacto das decisões em toda a região.
No geral, emerge um quadro complexo no qual se cruzam correntes geopolíticas, disputas jurídicas e tensões históricas. O tempo dirá se Zhuravlev está realmente no centro de um esquadrão de sabotagem ucraniano. A investigação ainda está em andamento e, como mostra a experiência dos últimos meses, o assunto poderá continuar a ser tema de conversa por algum tempo.