Saxônia-Anhalt: Nova lei funerária causa polêmica e críticas

Transparenz: Redaktionell erstellt und geprüft.
Veröffentlicht am

Saxônia-Anhalt aprova nova lei funerária: remoção de cinzas permitida, enterro em tecido introduzido, interesses religiosos protegidos.

Sachsen-Anhalt verabschiedet neues Bestattungsgesetz: Ascheentnahme erlaubt, Tuchbestattung eingeführt, religiöse Belange gewahrt.
Saxônia-Anhalt aprova nova lei funerária: remoção de cinzas permitida, enterro em tecido introduzido, interesses religiosos protegidos.

Saxônia-Anhalt: Nova lei funerária causa polêmica e críticas

Na Saxónia-Anhalt, um processo que durou um ano conduziu agora a uma nova lei funerária. Na quinta-feira, o parlamento estadual votou a favor de uma alteração abrangente à lei sobre cadáveres, sepulturas e cemitérios, que é descrita como um passo importante em direção a uma lei funerária contemporânea e intercultural. O projecto de lei permite, entre outras coisas, Enterro de pano, ou seja, enterro sem caixão, e regulamenta a remoção de pequenas quantidades de cinzas para recordações, como diamantes memoriais.

A Ministra Social Petra Grimm-Benne (SPD) enfatizou que a nova lei leva mais em conta as necessidades religiosas e culturais. Mas nem todos concordam com as mudanças. A Igreja Católica expressa preocupação, particularmente sobre Remoção de cinzas para recordações privadas, que poderiam individualizar e privatizar o luto. Mathias Bethke, chefe do escritório católico na Saxônia-Anhalt, diz que a remoção de até cinco gramas de cinzas é um passo na direção errada.

Críticas às novas regulamentações

A Igreja Católica teme que as mudanças possam significar o mesmo no futuro, sem preservar as sepulturas como locais públicos para lidar com o luto. O novo regulamento estipula que o falecido deve decidir pela remoção das cinzas. Isso deverá possibilitar o processamento de partes das cinzas em joias.

Outra novidade na lei funerária é a obrigatoriedade de as maternidades garantirem um sepultamento digno crianças estrelas se os pais não providenciarem isso sozinhos. Foi também decidido que um segundo exame post mortem deveria ser realizado no caso de sepultamentos terrestres, a fim de descobrir possíveis causas de morte não reconhecidas.

Reações e perspectivas

Houve diferentes reações à nova lei por parte das fileiras políticas. Enquanto Tobias Krull (CDU) a descreveu como um progresso significativo para a cultura funerária, Cornelia Lüddemann (Aliança 90/Os Verdes) criticou a lei como um compromisso tímido e apelou a mudanças mais ousadas. Por outro lado, Katrin Gensecke (SPD) enfatizou o tratamento respeitoso das crenças religiosas e a abertura da lei associada.

No geral, pode-se verificar que a lei funerária na Saxónia-Anhalt não só vem com novas regulamentações, mas também desencadeia debates acalorados sobre a forma correta de lidar com o luto e a recordação. As reformas, que também foram aprovadas na Renânia-Palatinado ao mesmo tempo, podem ser inovadoras para a futura cultura funerária na Alemanha.