Novo quadro ortográfico: Um passo contra o passado sombrio!
No dia 28 de outubro de 2025 será apresentado o novo quadro ortográfico, que elimina desigualdades históricas e aborda raízes antissemitas.

Novo quadro ortográfico: Um passo contra o passado sombrio!
Algo está acontecendo no mundo dos quadros ortográficos na Alemanha. Em 28 de outubro de 2025, é hora de dar uma olhada nas mudanças que ocorreram desde a introdução do novo quadro ortográfico em maio de 2022. O Instituto Alemão de Normalização fez uma declaração clara aqui e também fez um amargo cálculo histórico. Esta reforma foi mais do que apenas uma melhoria cosmética; foi um passo necessário para esclarecer o passado pesado do antigo quadro ortográfico, que foi alterado durante a era nazista. O método antigo era caracterizado por intervenções anti-semitas, e muitos dos primeiros nomes utilizados tinham motivação política e nada tinham a ver com uma representação justa de género.
O novo quadro ortográfico, que agora usa nomes de cidades alemãs, substitui nomes como “Anton” por “A de Aachen”. Esta mudança não deve apenas distanciar-nos das pressões históricas, mas também enquadrar-se nos tempos modernos. A seleção dos nomes das cidades também é baseada em placas de veículos conhecidas, o que é de utilidade prática. O Dr. Michael Blume, comissário anti-semitismo em Baden-Württemberg, fez campanha activamente por esta reforma. A nova mesa pretende romper com um sistema contemporâneo e deixar para trás as tradições antigas e ultrapassadas.
Problemas de resistência e aceitação
Mas nem todos estão satisfeitos com a reforma. Apesar dos esforços, ainda há muita gente que prefere o antigo quadro ortográfico. Instituições como a polícia e os bombeiros aderem frequentemente aos seus sistemas experimentados e testados, o que torna difícil que as novas regras sejam amplamente aceites. Muitas empresas também evitam a mudança porque consideram o esforço demasiado grande. Isto é particularmente lamentável, uma vez que as normas internacionais, como o alfabeto da NATO, utilizam termos claros e compreensíveis para evitar mal-entendidos.
Grande parte do debate gira em torno da dimensão histórica do quadro ortográfico. Desde 1933, os nacional-socialistas removeram do conselho todos os primeiros nomes judeus-alemães. Os nomes reformados não pretendiam apenas lidar com o passado, mas também provocar uma restauração simbólica do quadro ortográfico de Weimar. Já era tempo de questionar o uso de tais nomes e introduzir um sistema novo e inclusivo.
Um olhar para o futuro
O novo quadro ortográfico tem o potencial de mudar a percepção da história e da identidade na sociedade alemã. Resta saber como as pessoas reagirão aos nomes reformados e se o conselho será realmente integrado de forma permanente na vida cotidiana. Um procedimento de audiência digital poderia resultar num amplo debate que incluísse também as opiniões dos cidadãos. O objetivo não é apenas uma mudança técnica, mas também um confronto social com a sua própria história.
Esta reforma é um passo num processo complexo e desafiante que mostra: a língua e a escrita são mais do que apenas meios de comunicação - são também portadoras da nossa cultura e da nossa memória colectiva.