Os juízes decidem: as escalações do PVG só podem ser alteradas com consentimento!
Conselho de trabalhadores do PVG Weimarer Land vence ação judicial contra mudanças unilaterais de escalação, o tribunal decide a favor da co-gestão.

Os juízes decidem: as escalações do PVG só podem ser alteradas com consentimento!
Um veredicto agradável para os funcionários da empresa de transporte de passageiros Weimarer Land (PVG) traz esperança às condições de trabalho muitas vezes tensas. Como o MDR relatórios, o conselho de trabalhadores ganhou uma disputa legal contra a administração. O Tribunal do Trabalho de Erfurt decidiu que as escalas de serviço só podem ser alteradas mediante consulta e com o consentimento de todos os envolvidos.
Esta decisão não é tarefa fácil! Se a administração descumprir a decisão, poderá até enfrentar multa. As exceções aplicam-se apenas em emergências, o que significa que os direitos dos trabalhadores em matéria de agendamento foram agora reforçados.
Um conflito que dura um ano
O conflito entre o conselho de empresa e a direção já dura desde 2023. Foi denunciado em tribunal que as listas aprovadas eram repetidamente alteradas sem consulta, o que não só era estressante para os motoristas, mas também muitas vezes levava a horas extras. O tribunal considerou isto uma clara violação dos direitos de co-gestão do conselho de trabalhadores.
De acordo com a Seção 87, Parágrafo 1 da Lei de Constituição de Obras, os conselhos de empresa têm o direito obrigatório de co-determinação na elaboração de horários de serviço e turnos. Isto inclui também a determinação do horário de trabalho, o que garante um maior envolvimento dos colaboradores no planeamento dos seus processos de trabalho. O escritório do conselho de trabalhadores explica que esta cogestão também se aplica aos trabalhadores a tempo parcial e que o conselho de empresa deve ser informado mesmo em caso de alterações espontâneas por doença ou férias. Caso contrário, a mudança é ilegal.
O que isso significa para o futuro?
A decisão do tribunal de Erfurt é um golpe claro na prática anterior do PVG, que fazia alterações sem o consentimento do conselho de trabalhadores. Uma coisa é certa: o veredicto é definitivo e não cabe recurso, o que abre caminho para uma melhor comunicação entre o conselho de empresa e a direção.
Mas resta saber como a administração reagirá a esta decisão. Um acordo de facto entre ambas as partes poderia ajudar a melhorar as condições de trabalho dos motoristas a longo prazo. Os funcionários podem agora esperar que o seu direito de ter uma palavra a dizer seja realmente levado a sério e que as suas vozes sejam ouvidas.
Numa altura em que muitas empresas consideram os seus colaboradores o seu activo mais valioso, este processo parece ser mais um passo na direcção certa. Todos os envolvidos são agora obrigados a unir-se – não só para um bom ambiente de trabalho, mas também para satisfação e eficiência no local de trabalho.