Estudo de choque: 60% da Terra corre o risco de tombar por causa da humanidade!
Um estudo recente do Instituto Potsdam mostra que 60% da área terrestre da Terra está fora dos limites ecológicos seguros, o que representa sérias ameaças aos ecossistemas e à segurança alimentar.

Estudo de choque: 60% da Terra corre o risco de tombar por causa da humanidade!
A Terra enfrenta um sério desafio: um estudo recente mostra que impressionantes 60% da área terrestre global já se encontra fora dos limites ecológicos seguros, essenciais para ecossistemas estáveis e saudáveis. Segundo os cientistas que participaram nesta investigação, não se trata apenas da área, mas também dos processos fundamentais que protegem e viabilizam as nossas vidas e o nosso ambiente. O que é particularmente alarmante é que esta perda da integridade da biosfera é causada principalmente por atividades humanas, como o desmatamento, a agricultura intensiva e a expansão industrial, de acordo com Times of Índia.
O estudo, conduzido pelo Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático e pela Universidade BOKU em Viena, examinou dados históricos desde 1600 para avaliar o impacto da atividade humana na biosfera. Em 1900, 37% da superfície terrestre já se encontrava numa área crítica; hoje esse percentual aumentou para 60%. Existem sinais preocupantes de perturbação desde o século XVII, especialmente na Europa, Ásia e América do Norte. Segundo os especialistas, há uma necessidade urgente de repensar fundamentalmente a forma como utilizamos os recursos.
As consequências para o nosso futuro
As consequências desta crise ecológica são de longo alcance. A perda da integridade da biosfera ameaça a segurança alimentar, o abastecimento de água e tem impacto no nosso clima. Os cientistas alertam que a perturbação dos ciclos do carbono, da água e do azoto pode ter consequências fatais. Estas descobertas são consistentes com a estrutura de limites planetários, que analisa o estado dos sistemas da Terra em relação à atividade humana, conforme descrito na plataforma Planetary Boundaries.
Se excedermos os limites ecológicos, corremos o risco não só do colapso dos ecossistemas, mas também de graves crises alimentares, escassez de água e condições climáticas extremas. Os investigadores recomendam, portanto, fortemente a redução do uso intensivo da terra para a agricultura e a produção de energia e o aumento da protecção das florestas e pastagens naturais. Abordagens inovadoras, como a agricultura regenerativa e uma utilização mais consciente de fertilizantes, poderiam ajudar a regenerar a qualidade do solo e a preservar a diversidade biológica.
A alarmante taxa de extinção
Outro aspecto crítico que é discutido neste contexto é a extinção de espécies. Estima-se que existam entre 8 e 100 milhões de espécies em todo o mundo, das quais cerca de 2 milhões já foram descritas. Segundo Josef Settele, biólogo do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, o limite planetário de no máximo 10 extinções por milhão de espécies por ano já foi ultrapassado. Desde 1800, cerca de 2,5% das espécies de anfíbios foram perdidas – esta taxa é muitas vezes superior à taxa de extinção natural, o que sublinha ainda mais a instabilidade da biosfera Helmholtz.
Uma proporção mínima da energia e dos materiais disponíveis globalmente deve estar disponível para os ecossistemas, a fim de mantê-los em equilíbrio. A extração excessiva por parte do homem ameaça a integridade funcional da biosfera. Da fotossíntese ao armazenamento de compostos de carbono e ao fornecimento de alimentos, a biosfera é uma rede simples, mas essencial, que depende dos nossos estilos de vida saudáveis.
Perante esta situação ameaçadora, é claro: a cooperação internacional e abordagens inovadoras são essenciais para integrar a necessária protecção da biosfera nos quadros políticos e nos acordos de protecção do clima. Se não mudarmos este rumo, a estabilidade do nosso planeta estará em perigo.