Dia da Indústria em Berlim: Chanceler alerta para situação económica sombria!
No dia 23 de junho de 2025, os líderes políticos em Berlim discutiram os desafios da economia alemã após a recessão.

Dia da Indústria em Berlim: Chanceler alerta para situação económica sombria!
O “Dia da Indústria” (TdI) em Berlim foi recentemente dedicado aos desafios que a economia alemã deve enfrentar. Numerosos representantes políticos de topo, incluindo o Chanceler Friedrich Merz, estiveram presentes para discutir as questões prementes da época. Como DW relatou, o presidente do BDI, Siegfried Russwurm, expressou preocupação com os “anos perdidos” que a Alemanha viveu nos últimos anos.
As críticas ao governo tiveram muitas facetas, desde o ataque russo à Ucrânia até à crise energética e à inflação elevada. Estes desafios, em particular, estão a dificultar a recuperação da economia alemã. O que diz o Chanceler Merz sobre isto? Ele enfatizou que são necessários “anos de recuperação” para melhorar a situação e alertou contra uma representação negativa do local de negócios.
Insights Econômicos
Peter Leibinger, o novo presidente do BDI, vê as previsões para 2025 como bastante sombrias. A economia alemã continuará a ter dificuldades em recuperar, especialmente devido a crises globais como a disputa alfandegária com os EUA e o conflito entre Israel e o Irão. Estes aspectos poderão abrandar o processo de crescimento económico. Como Espelho observa que o litígio aduaneiro em curso é visto como um grande risco para o desenvolvimento económico.
Outro revés é que a economia alemã terá entrado novamente em recessão em 2024. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,2 por cento em comparação com o ano anterior, representando a segunda queda consecutiva. ZDF salienta que as pressões estruturais e económicas desempenham aqui um papel importante. A indústria sofreu um declínio de 3 por cento no valor acrescentado e os investimentos em maquinaria e equipamento também caíram 5,5 por cento.
Perspectivas para o futuro
Os desenvolvimentos deixam um clima sóbrio. As incertezas no mercado de trabalho estão a contribuir para a contenção dos consumidores e para que os gastos dos consumidores privados aumentem apenas 0,3%. O consumo privado, que contribui com cerca de 50 por cento da produção económica, continua a ser um factor incerto.
Para contrariar esta situação, os representantes políticos anunciaram benefícios fiscais, cujo impacto financeiro se estima que irá abrir um buraco de cerca de 48 mil milhões de euros no orçamento federal. O Ministro Federal das Finanças, Lars Klingbeil, enfatizou a importância do investimento estrangeiro e a necessidade de reduzir os preços da eletricidade e do gás, a fim de aliviar os encargos financeiros das empresas.
Um pacote de investimento para medidas de infra-estruturas destina-se a promover a modernização das estradas, dos caminhos-de-ferro e das redes digitais. Mas não são apenas os aspectos financeiros que são cruciais; A burocracia e os elevados custos administrativos também são vistos como um obstáculo à capacidade de acção das empresas.
Poderia o próximo TdI em 2026 dar motivos para esperança? Os responsáveis estão optimistas de que a situação terá melhorado até lá. Mas os desafios actuais mostram que a economia alemã ainda tem um longo caminho a percorrer.