Potsdam como modelo: os direitos dos refugiados no foco da política da cidade!
A Comissária para a Migração de Potsdam, Amanda Palenberg, apela à solidariedade e a medidas concretas para os refugiados no Dia Mundial do Refugiado.

Potsdam como modelo: os direitos dos refugiados no foco da política da cidade!
O Dia Mundial do Refugiado, 20 de junho, está chegando e, antes de mais nada, traz à tona a voz de Amanda Palenberg, Comissária de Potsdam para Migração e Integração. Ela apela urgentemente à solidariedade com os refugiados, especialmente numa época em que as medidas de política de migração dependem cada vez mais do isolamento. “É hora de defender os direitos daqueles que procuram proteção”, disse Palenberg. Potsdam declarou-se oficialmente um porto seguro em 2018, e isso vai muito além do mero simbolismo. Espelho Diário relata que Palenberg apela a medidas concretas para criar perspectivas e proteger os direitos dos refugiados.
Actualmente, verifica-se um aumento acentuado de pessoas que procuram refúgio em Potsdam. Em 2023, 183 refugiados já foram internados, enquanto a cidade planejou um total de 600 internações para 2025. No entanto, os números podem aumentar à medida que o governo do estado solicitar a criação de 1.000 vagas de acomodação adicionais. O prefeito Mike Schubert e a vereadora Brigitte Meier deixaram claro em um anúncio recente que o influxo continua alto devido a situações geopolíticas.
Novas opções de hospedagem
A administração municipal está atualmente a trabalhar com organizações sociais em soluções temporárias para acomodar refugiados. Vários novos locais estão sendo planejados:
- Haus 2 auf dem Campus: 152 Plätze ab Juni 2023 für ein Jahr.
- Nedlitzer Holz am Campus Jungfernsee: Platz für etwa 480 Menschen, mit einer Inbetriebnahme im vierten Quartal 2023, Laufzeit bis zu 3 Jahre.
- Marquardter Chaussee: Erweiterung auf 80 Plätze, mit einer Laufzeit von bis zu 4 Jahren.
O alojamento existente em Potsdam está quase esgotado e encontrar alojamento no seu próprio apartamento é extremamente difícil. Além dos números já mencionados, um total de 2.700 refugiados celebraram a sua chegada a Potsdam no ano passado, o que representa um aumento de dez vezes em relação a 2021. Potsdam.de informa ainda que os novos locais também contarão com instalações sanitárias e áreas comuns, a fim de oferecer aos refugiados um certo nível de qualidade de vida.
Demandas e direitos humanos
Os desafios que os refugiados enfrentam são enormes. Palenberg critica duramente a erosão do direito de asilo nas fronteiras da UE e da Alemanha. O Instituto de Direitos Humanos salienta que as rejeições nas passagens da fronteira alemã violam os requisitos em matéria de direitos humanos e o direito da UE. É crucial que os requerentes de asilo tenham acesso a um processo justo e não sejam sujeitos a condições semelhantes à tortura.
O simples facto de haver rejeições ilegais e um aumento das deportações coloca os direitos humanos gerais sob pressão. “Não são permitidas rejeições nas fronteiras internas”, alerta o instituto. Teoricamente, a situação poderia até levar ao envio de requerentes de asilo para a Áustria, o que não é necessariamente da sua responsabilidade. O instituto exige, portanto, uma avaliação individual da situação dos direitos humanos de cada requerente de asilo.
Neste contexto, Potsdam espera um evento emocionante no dia 23 de Junho no centro de mulheres em Alter Markt 6. Sob o título "Curdistão em Foco - Experiências de uma Viagem de Delegação", que Palenberg e o Fórum Inter-religioso estão a organizar, haverá inúmeras discussões sobre repatriações e direitos humanos. A entrada é gratuita e oferece uma excelente oportunidade para conhecer temas importantes.
Potsdam mostra que é possível uma mudança positiva para os refugiados na comunidade e através da cooperação com instituições sociais. Todos somos chamados a mostrar solidariedade e a desenvolver o sentimento certo em relação às necessidades destas pessoas.